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Marina diz que presidente do Ibama estaria muito desconfortável no cargo
12/4/2009 |
A senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (PV-AC) afirmou, durante a audiência pública, ter tido conhecimento de que o presidente do Ibama, Roberto Messias Franco, estaria se sentindo “muito desconfortável” no cargo diante das pressões para a liberação rápida da licença ambiental da construção da hidrelétrica de Belo Monte.
Marina disse ainda ter tomado conhecimento que o diretor de licenciamento do Ibama, Sebastião Custódio Pires, iria pedir demissão por não querer assinar o documento.
A senadora relatou que, quando era ministra, não permitiu que pressões chegassem aos diretores ou ao presidente do Ibama. Ela citou o caso do processo de licenciamento da usina do rio Madeira – que qualificou de “tensionado”.
Ao abrir a reunião, o presidente da CDH, Cristovam Buarque (PDT-DF), manifestou sua preocupação com a transformação do aquecimento global numa discussão restrita à emissão de dióxido de carbono. Segundo Cristovam, o problema ambiental tem que ser discutido do ponto de vista dos distúrbios e dos sofrimentos que provocam sobre as gerações atuais e as futuras. Para o senador, questões como energia nuclear e grandes represas têm de estar nesse debate.
Ao final da reunião, o vice-presidente da CDH, José Nery (PSOL-PA), informou que a comissão realizará audiências públicas, em 2010, em Belém e Altamira (PA).
Nery disse que, considerando a gravidade das denúncias de pressões sobre o Ibama, solicitará ao presidente da CDH que manifeste à direção do instituto preocupação com o fato e reafirmando que o Ibama é “um órgão do Estado brasileiro, que não pode sujeitar-se a pressões de empreiteiras e grupos econômicos, que certamente serão os grandes beneficiários de Belo Monte”.
Também participaram da audiência Eduardo Suplicy (PT-SP) e Paulo Paim (PT-RS).
Fonte: Jornal do Senado
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